Coluna Ribamar Leite


21/07/2010
O GRANDE JEJUM ACABA NA GRANDE FESTA

                                         Praga do Pai - de - Santo Palmeirense?

Após a conquista do quaro centenário, a produção do time começou a cair, e, em 1955, o único triunfo foi a primeira edição internacional da Taça Charles Miller, Naquele ano, além de Palmeiras e Corinthians, seriam convidados o Flamengo e o Américo (Rio de Janeiro) e Peñarol (Uruguai) e Benfica (Portugal). Um torneio de grande repercussão.

A estréia marcou a inauguração do moderno sistema de iluminação do Pacaembu. Agora, os jogos realizados á noite teriam bolas brancas. Estas foram lançadas em 1° de maio, no Roberto Gomes Pedrosa (torneio que não tinha nenhuma relação com Roberto, do fim dos anos de 1960), quando o Palmeiras venceu o Corinthians por 2 a 1. Uma curiosidade: o jogo foi à tarde. A bola branca seria realmente testada pela primeira vez À noite na abertura do Charles Miller, no Pacaembu, onde ocorreriam todos os jogos do torneio.

Nessa partida noturna, realizada em 22 de junho, o Palmeiras saiu na frente, com gol de Ivan, os 22 do primeiro tempo. Aos 33, Cláudio empatou de pênalti. E, aos 37 do segundo, Luizinho virou. Final: Corinthians 2 a 1.

A próxima vitima foi o Flamengo, que levou 3 a 0, com gols de Rafael, Nelsinho e Simão. Depois, veio o primeiro adversário internacional, o Peñarol, e um empate em 2 a 2, com gols de Simão e Nelsinho, este de pênalti.

O jogo seguinte foi contra o América: 3 a 1. Marcaram Baltazar, Luisinho e Paulo.

A decisão foi contra o Benfica. De novo, deu Corinthians 2 a 1, com dois gols de Cláudio (um pênalti). Com isso, o clube obteve o título de campeão invicto da Charles Miller.

No campeonato paulista de 1955, o Corinthians até que chegou perto: foi vice-campeão. O Santos, vinte anos depois de ter conquistado o primeiro titulo paulista, sagrou-se campeão em pleno Parque São Jorge.

No ano seguinte, a Última hora fez uma enquete na Cidade Maravilhosa e na Paulicéia, ampliando a pergunta que o Diário de S. Paulo propusera vinte anos antes: qual o clube mais popular do Brasil? O Corinthians  ganhou disparado, obtendo 737 538 votos, contra 538 150 do Flamengo, segundo colocado nas preferências. Em terceiro, veio o São Paulo, com 208 650; e, em quarto, o Palmeiras, com 61 500 votos. O vencedor tinha direito a um rico troféu, que foi entregue pelo governador Jânio Quadros (ele próprio corintiano) numa grande festa no Parque São Jorge.

Em 1958, ano de copa na Suécia, os corintianos esbravejaram: o técnico brasileiro, Vicente Feola, convocara apenas dois alvinegros, Gilmar e Oreco, deixando de fora o fenomenal Luizinho. Um jogo-treino da seleção contra o Alvinegro, última partida desse tipo antes da viagem à Europa, foi marcado para 21 de maio, no Pacaembu. Os torcedores alvinegros lotaram o estádio, querendo vingança contra o Feola. Mas deu seleção: 5 a 0, gols de Mazzola, Olavo (contra), Pepe e Garrincha (dois).

                                                Ginásio e novas conquistas patrimoniais

Em 1959, emergiriam no clube duas forças políticas que se manteriam até 1991: Vicente Matheus e Waldh Helu uniram forças para destronar Alfredo Ignácio Trindade, no poder desde 1944 (com uma interrupção de menos de dois anos, em 1947 – 8). A dupla venceu: por 1.279 votos contra 470, Matheus foi eleito presidente, e Helu, vice, com direito a escolher o presidente do conselho, que seria Leonardo Mônaco. Foi, aliás, a primeira vez em que as mulheres puderam votar nas eleições do clube. (Em 1987, elas ganhariam também o direito de participar do conselho deliberativo; as três primeiras conselheiras seriam então Marlene Matheus, Yara Zidko e Miriam de Santi).

Matheus regularizou as finanças do clube. No futebol, o clube adquiriu o que havia de mais moderno em aparelhos de musculação e fisioterapia, além da nova iluminação do estádio (graças a doações da família Ermírio de Moraes). Dessa primeira vez, Matheus ficaria apenas dois anos no cargo: Helu obtivera habilmente a maioria do Conselho e, na eleição seguinte, concorreu com Matheus e venceu, permanecendo na presidência até 1971.

Nas sucessivas gestões de Helu, também se afetuaram muitas melhorias. Se Matheus ea pé-no-chão, Helu estava mais para conquistador – queria cada vez mais para o clube. Seu diretor de patrimônio era Alberto Dualib. Foi Helu quem abriu e arborizou diversas ruas dentro do Parque, instalou água encanada em todas as dependências e, em 1964, inaugurou o maior ginásio particular coberto do país. Providenciou, ainda, restaurante, salas de administração, quadra de basquete, ringue de pugilismo e um impulso invulgar aos esportes amadores. Também fez construir a capela, inaugurada em27 de novembro de 1967.

O local dessas obras de ampliação, no inicio da Rua São Jorge, foi escolhido justamente para que se preservasse a via. Havia mais o que comprar: o terreno onde estão os campos, as piscinas de ondas, as piscinas cobertas, o ginásio de futsal e o campo de futebol-soçaite. As áreas almejadas somavam 73 mil metros quadrados, que pertenciam a dois proprietários distintos.

A primeira área, de 40 mil metros quadrados, contígua ao clube, foi adquirida em 1961. Em 1962, a administração de Helu comprou a área subseqüente, incorporando toda a ilha que se formava entre as avenidas marginais.

Agora, tudo era do Corinthians – e de mais ninguém.

Em 1963, quando o clube resolveu agregar todas as suas atividades exclusivamente no Parque São Jorge, uma multidão de sócios e torcedores se juntou em frente ao portão do clube para protestar. Era muito difícil pegar condução no centro e descer na Rua São Jorge para pagar a mensalidade. Por isso, a diretoria recuou da decisão e manteve por mais algum tempo a subsede da Rangel Pestana.


Por Ribamar Leite


31/05/2010
UMA CONQUISTA PARA QUATROCENTOS ANOS

O time alvinegro (que começara a ser armado no fim de 1949, na conquista do primeiro Rio-São Paulo oficial) fora aos poucos sendo reforçado com os diversos títulos de 1951 e 1953. Poucas e boas modificações, mas a base prevalecia.

Na capital paulista, as festas do fim de 1953não foram como aos demais anos: o Natal e o Ano Novo foram celebrados de modo especial, para receber 1954, quando a cidade comemoraria quatro séculos de fundação. Nas residências e nos estabelecimentos comercias, todos os motivos decorativos tinham por referência o quaro centenário.

O campeonato de 1953 só terminou em fevereiro, com o titulo são- paulino. Depois, de fevereiro a metade de maio, no calendário esquisito da FPF, seriam realizados apenas amistosos. De 23 de maio ao início de julho, ocorreria o Rio-São Paulo. Em seguida, outro torneio preparatório, a Taça Charles Miller. Só na metade de agosto teria início o mais importante dos campeonatos paulistas até aquela data.

Em maio de 1954, veio o Rio-São Paulo. Nos seis primeiros jogos seis vitórias: 2 a 1 no Botafogo, 4 a 3 no América, 4 a 1 no Vasco, 1 a 0 para o São Paulo, derrotas que levaram à queda do técnico Rato, após uma longa e brilhante trajetória de conquistas.

Para o jogo final, a diretoria contratou o mítico Oswaldo Brandão – o qual, para ser campeão do Rio – São Paulo, teria não apenas de vencer o Palmeiras, mas também de torcer para que o Fluminense perdesse do Vasco. O Vasco faz sua parte: 1 a 0 contra o Fluminense. O Corinthians também fez sua contra o tradicional rival: 1 a 0, gol de Cláudio aos 29 minutos do primeiro tempo.

O time campeão na estréia do técnico Brandão jogou com: Cabeção: Homero e Olavo: Idário (Diogo), Goiano e Roberto: Cláudio, Luisinho, Paulo, Nardo e Simão. A decisão foi em 10 de julho de 1954, no Pacaembu, com arbitragem do Uruguai Juan Lorenzo Castaldi (que ainda apitou o Corinthians um pênalti, o qual Rodrigues chutou na trave).

Agora, era a vez da Taça Charles Miller. Criada pela FPF para homenagear o introdutor do futebol no Brasil, será um torneio que deveria sempre reunir os melhores do estado no ano anterior. Os times eram os quatro grandes da capital, e o primeiro jogo co Corinthians, em 17 de julho, no Pacaembu, seria contra a Lusa. Deu Corinthians: 3 a 1, com gols de Cláudio (dois, sendo um de Pênalti) e Paulo. O segundo jogo, no dia 21, também no Pacaembu veio no dia 25: empate em 3 a 3 com o São Paulo, com gols de Goiano e Gatão (dois). Tudo sob a batuta de Oswaldo Brandão.

Chegada enfim o grande momento: em 14 de agosto, o Corinthians deu sua largada no campeonato paulista, recebendo o Ypiranga, no Pacaembu. Vitória apertada, por 1 a 0, gol do genial Luisinho.

O segundo jogo foi na cidade de Lins, cujo time já fora dirigindo por Oswaldo Brandão. O Linense era muito bom, mas o Corinthians foi melhor: 1 a 0, outro gol de Luisinho.

O Alvinegro, que (apesar das vitórias) não vinha convencendo nos primeiros jogos, enfrentou no terceiro o Juventus, como sempre um adversário duríssimo, no Pacaembu. O primeiro ponto perdido: 1 a 1 (gol corintiano, mais uma vez, dói de Kuisinho).

Brandão ainda não conseguiu dar estabilidade à equipe, que, entretanto, foi a Campinas enfrentar o Guarani em 5 de Setembro e venceu por 2 a 1, gols de Baltazar e Gatão.

Os times do interior eram bem montados: tinham jogadores que não eram aproveitados pelas grandes equipes e outros que vinham da grande várzea paulista. Em 12 de setembro, o Corinthians enfrentou em Jaú o XV local e, com gol de Carbono, obteve um duro empate.

Só a partir daí o time começou a jogar mais solto e, em 25 de setembro, faria no Pacaembu sua melhor partida: 6 a 1 na Ponte Preta, com gols de Nono (dois), Cláudio (dois) Luisinho e Paulo. Em 2 de outubro, também no Pacaembu, clássico contra a imprevisível Portuguesa de Desportes. Vitória magra: só 1 a 0, gol de Cláudio.

O Corinthians seguia somando pontos no primeiro turno e, em 7 de outubro, enfrentou o São Bento paulistano no Pacaembu e venceu por 4 a 0, com gols de Cláudio (dois), Roberto e Paulo. A próxima vitima foi o Noroeste de Bauru, ainda no Pacaembu, no dia 13: 5 a 0 gols de Paulo (três) e Nonô (dois).

O Campeonato, com cartoze clubes e treze rodadas em cada turno, era por pontos corridos. Em 17 de outubro, o Corinthians foi a Piracicaba enfrentar a boa equipe do XV em busca de mais dois pontos. Venceu por 3 a 1, co, gols de Paulo, Luisinho e Nonô.

Chegou o dia 24, e, com ele, o pior momento do time, até então invicto. Jogo marcado para o período da manhã, contra o Santos, que venceu por 2 a 0.

Em 31 de outubro, foi a vez de enfrentar o Palmeiras. Num Pacaembu lotado, o Corinthians conseguiu a vitória por 3 a 2, com gols de Luisinho (dois) e Baltazar.

Faltava o São Paulo, em 7 de novembro. Outra vez o Pacaembu lotado. Outra vez o Corinthians vencedor: 2 a 1, com gols de Baltazar.

Era o fim do primeiro turno, e o Corinthians consolidava uma liderança



                                UMA ERA QUE TERMINOU – COM GLÓRIA

No segundo turno, a arrancada para o título começou em 21 de novembro, contra o Linense, no Pacaembu: 2 a 1 gols de Baltazar e Cláudio.

No segundo jogo, um susto: em 27 de novembro, de novo no Pacaembu, empate em 1 a 1 com o XV de Piracicaba, gol de Cláudio. O time parecia tremer, mostrando certa instabilidade emocional – como, a bem dizer, todos os outros, na busca de um titulo que teria imensa significado para os paulistas.



 Em 4 dezembro, com dois de Cláudio e um de Luisinho, o Corinthians bateu o Ypiranga. Mas, no dia 12, em Bauru, tropeçou contra o Noroeste, apenas empatando: 3 a 3, com gols de Paulo, Rafael e Nonô.

Depois disso, Osvaldo Brandão falou grosso, e o time tornou aprumar-se batendo o XV de Jaú por 3 a 0, marcados por Luizinho, Roberto e Paulo.

O jogo seguinte foi um 3 a 1 sobre o São Bento, com gols de Rafael, Baltazar e Luizinho. Epa, outra vez o encardido Juventus –mas Luizinho garantiu uma vitória por 1 a 0.

Terminava 1954, o campeonato entraria pelo ano seguinte. Em 9 de janeiro, outro adversário difícil, a Lusa; 1 a 0, gol de Rafael. No dia 19, vitória por 2 a 1 sobre o Guarani, com gols de Cláudio e Luizinho.

À distância para o segundo colocado, o Palmeiras, era bastante confortável. E, em 30 de janeiro, o Corinthians foi a Vila para enfrentar o Santos e procurar o titulo, com 3 rodadas de antecipação. Mas não seria daquela vez: tomou de 4 a 1, com gols de Urubatão, Álvaro (dois) e Tite pelo Santos e Cláudio pelo Corinthians, deixando aproximar-se o Palmeiras, o adversário seguinte.

O Presidente do Palmeiras, Pascoal Walter Bryon Giuliano, consultou um pai de santo e determinou que o time entrasse em campo contra o Corinthians usando camisas azuis. A diferença a favor do Corinthians era de três pontos. Se o Palmeiras vencesse, teria que esperar até a rodada subseqüente, torcendo contra um resultado negativo do Corinthians contra o São Paulo. Além disso, precisaria vencer seu último jogo.

No domingo, seis de fevereiro, as filas no portão do Pacaembu já eram enormes desde as primeiras horas da manhã, e o estádio ficou super lotado. O árbitro seria o uruguaio Esteban Marino. O Palmeiras foi com: Laércio; Manoelito e Cação; Nilo. Waldemar fiume e Dema; Liminha, Humberto, Ney, Jair e Rodrigues. O Corinthians, com: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar e Simão.

Luizinho, “o Pequeno Polegar”, deu um show à parte e, aos dez, abriu o marcador. O Palmeiras, que tinha Humberto Tozzi (artilheiro do campeonato, com 36 gols), jogou muito. No gol do Corinthians estava Gilmar, fazendo monumentais defesas. Entretanto, aos seis minutos do segundo tempo, um susto: gol do atacante palmeirense Ney. Ainda assim, Gilmar e sua zaga garantiram o empate e a conquista antecipada do titulo do quarto centenário

Em 13 de fevereiro, o time recebeu dos jogadores do São Paulo (derrotados por 3 a 1) as faixas de campeão, oferecidas pela rádio Panamericana. Os gols corintianos foram de Nonô, Luizinho e Cláudio.

Naquele paulista, o time realizou 26 jogos. Venceu dezoito, empatou seis e perdeu dois. Marcou 55 gols, com Luizinho (catorze), Cláudio (doze), Paulo (oito), Baltazar e Nonô (sete), Rafael (três), Roberto (dois), Carbone e Gatão (um). Os gols sofridos foram 25. Homero, Roberto, Cláudio e Luizinho jogaram todas as partidas.

Em sua história, o Corinthians comemorou muito e muitos títulos. Poucos, entretanto, foram tão festejados como aquele, numa época em que estava no auge o chamado espírito bandeirante, paulista e, por extensão, brasileiro, patriótico.

Infelizmente, essa conquista gloriosa seria seguida por um terrível deserto de títulos.

Por. Ribamar Leite. 
           


31/05/2010
UMA CONQUISTA PARA QUATROCENTOS ANOS

O time alvinegro (que começara a ser armado no fim de 1949, na conquista do primeiro Rio-São Paulo oficial) fora aos poucos sendo reforçado com os diversos títulos de 1951 e 1953. Poucas e boas modificações, mas a base prevalecia.

Na capital paulista, as festas do fim de 1953não foram como aos demais anos: o Natal e o Ano Novo foram celebrados de modo especial, para receber 1954, quando a cidade comemoraria quatro séculos de fundação. Nas residências e nos estabelecimentos comercias, todos os motivos decorativos tinham por referência o quaro centenário.

O campeonato de 1953 só terminou em fevereiro, com o titulo são- paulino. Depois, de fevereiro a metade de maio, no calendário esquisito da FPF, seriam realizados apenas amistosos. De 23 de maio ao início de julho, ocorreria o Rio-São Paulo. Em seguida, outro torneio preparatório, a Taça Charles Miller. Só na metade de agosto teria início o mais importante dos campeonatos paulistas até aquela data.

Em maio de 1954, veio o Rio-São Paulo. Nos seis primeiros jogos seis vitórias: 2 a 1 no Botafogo, 4 a 3 no América, 4 a 1 no Vasco, 1 a 0 para o São Paulo, derrotas que levaram à queda do técnico Rato, após uma longa e brilhante trajetória de conquistas.

Para o jogo final, a diretoria contratou o mítico Oswaldo Brandão – o qual, para ser campeão do Rio – São Paulo, teria não apenas de vencer o Palmeiras, mas também de torcer para que o Fluminense perdesse do Vasco. O Vasco faz sua parte: 1 a 0 contra o Fluminense. O Corinthians também fez sua contra o tradicional rival: 1 a 0, gol de Cláudio aos 29 minutos do primeiro tempo.

O time campeão na estréia do técnico Brandão jogou com: Cabeção: Homero e Olavo: Idário (Diogo), Goiano e Roberto: Cláudio, Luisinho, Paulo, Nardo e Simão. A decisão foi em 10 de julho de 1954, no Pacaembu, com arbitragem do Uruguai Juan Lorenzo Castaldi (que ainda apitou o Corinthians um pênalti, o qual Rodrigues chutou na trave).

Agora, era a vez da Taça Charles Miller. Criada pela FPF para homenagear o introdutor do futebol no Brasil, será um torneio que deveria sempre reunir os melhores do estado no ano anterior. Os times eram os quatro grandes da capital, e o primeiro jogo co Corinthians, em 17 de julho, no Pacaembu, seria contra a Lusa. Deu Corinthians: 3 a 1, com gols de Cláudio (dois, sendo um de Pênalti) e Paulo. O segundo jogo, no dia 21, também no Pacaembu veio no dia 25: empate em 3 a 3 com o São Paulo, com gols de Goiano e Gatão (dois). Tudo sob a batuta de Oswaldo Brandão.

Chegada enfim o grande momento: em 14 de agosto, o Corinthians deu sua largada no campeonato paulista, recebendo o Ypiranga, no Pacaembu. Vitória apertada, por 1 a 0, gol do genial Luisinho.

O segundo jogo foi na cidade de Lins, cujo time já fora dirigindo por Oswaldo Brandão. O Linense era muito bom, mas o Corinthians foi melhor: 1 a 0, outro gol de Luisinho.

O Alvinegro, que (apesar das vitórias) não vinha convencendo nos primeiros jogos, enfrentou no terceiro o Juventus, como sempre um adversário duríssimo, no Pacaembu. O primeiro ponto perdido: 1 a 1 (gol corintiano, mais uma vez, dói de Kuisinho).

Brandão ainda não conseguiu dar es


24/05/2010
CAMPEÃO DAS MISSÕES

Em 1953, a PFP organizou o chamado Torneio das Missões, com os três primeiros classificados em 1952; Corinthians, São Paulo e Palmeiras. A disputa era pelo Troféu Tibiriçá, numa homenagem a Jorge Tibiriçá (1855-1928), político que participou da campanha republicana e foi duas vezes governador de São Paulo e uma vez senador. A receita seria destinada aos flagelados da seca do Nordeste.

O primeiro jogo, em 8 de março, no Pacaembu, foi contra o Palmeiras. O Corinthians venceu por 1 a 0, gol do extraordinário ponteiro Mário. O segundo jogo, no dia 12, contra o São Paulo, decidiria o titulo. Corinthians 3 a 2, com gols de Carbono (dois) e Nardo. Turcão (pênalti) e Gomes fizeram os gols do São Paulo.

O time base dirigido por Rato, formava com: Cabeção; Homero e Olavo; Sula (Idário), Goiano e Julião; Souzinha, Luizinho, Nardo (gatão), Carbono e Mário, Gilmar, Cláudio e Baltazar estavam co a seleção brasileira em Lima, disputando o campeonato sul-americano.

DE NOVO CAMPEÃO DO RIO-SÃO PAULO

O Corinthians estava embalado e entrava com tudo no Rio-São Paulo de 1953. Os  cariocas vinha com cinco concorrentes: Botafogo, Fluminense, Flamengo, Bangu e Vasco. Os paulistas, com Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos e Palmeiras torneio dificílimo, com as que eram possivelmente as dez melhores equipes do país.

A estréia foi contra o Botafogo, no Pacaembu (um magro 1 a 0, gol de Baltazar. O segundo jogo, uma derrota doméstica contra o São Paulo (3 a 1). Em seguida, um empate (3 a 3) com o Fluminense, no Maracanã.

Após esse inicio incerto, o Corinthians recebeu o Flamengo, no Pacaembu, e enfiou 6 a 0, gols de Cláudio (três), Baltazar, Luizinho e Goiano. Depois disso, foi só alegria: 3 a 1 no Santos, 3 a 2 no Bangu, 2 a 0 na Portuguesa e 3 a 3 com o Palmeiras. Aí enfrentou o Vasco, no que seria o último jogo corintiano, e perdeu por 1 a 0, no Maracanã.

O time encerrava a participação no Rio-São Paulo com seis pontos perdidos e ficava à espera do resultado da última rodada. Ao seu lado, o São Paulo, também com seis pontos, e o Vasco, com cinco, ambos com chance de levar o título.                                                                                                           

O Vasco enfrentou o Santos na Vila Belmiro e foi vencido por 3 a 2,indo sete ponto perdidos.O Santos Paulo enfrentou a Portuguesa e foi derrotado por 1 a 0,indo para oito perdidos.Assim ,o Corinthians pode comemorar seu segundo título do Rio-São Paulo.         

Também a partir de 1953, a copa rio foi substituída pelo Torneio Rivadávia Correia Meyer, nome de um ex-dirigente da CBD. O Corinthians ganhou a fase paulista,primeiro contra o Olímpia, do Paraguai,em 7 de junho(5 a 2),depois contra o Sporting,de Portugal,em 14 de junho (2 a 1). A classificação veio no empate com o São Paulo, 1 a 1,gol de Souzinha para o Corinthians.Uma curiosidade sobre a arbitragem: o inglês Evans contundiu-se e, no segundo tempo,foi substituído pelo sueco Erick Westman.              

Os dois jogos decisivos foram no Maracanã, nos dias 24 e 28 de junho, contra o Vasco, campeão de chave Rio. O resultado: 4 a 2 e depois 3 a 1 para o Vasco,que ficou com o titulo.                                                       Campeão da Pequena Copa do Mundo de Caracas

A Venezuela tentava incrementar o futebol promovendo grandes eventos. Disputaram-se ali duas copas interclubes,em 1953, vencida pelo Corinthians, invicto, em 1954, vencida pelo São Paulo.     No primeiro ano, o torneio,cujo troféu era taça Presidente Marcos Perez Jimenez,tinha como convidadas as extraordinárias equipes do Roma,Barcelona (campeão espanhol) e Corinthians (campeão paulista) e uma seleção de Caracas .

 A competição disputava no mês de julho, teve o primeiro jogo no dia 14, contra o Roma. No estádio olímpico de Caracas, aos dezessete minutos do primeiro tempo, Luizinho fez 1 a 0 .O Roma jogo com : Moro; Venturi l (Eliani) e Cardarelli; Bortoleto, Trere e Venturi ll; Gighia (mesmo do Uruguai de 1950),O Corinthians foi com: Cabeção; Homero e Olavo; Sula , Julião e Roberto (Goiano); Cláudio e Luizinho, Baltazar (Vermelho), Nardo e Carbono. O técnico ainda era Rato.

O segundo jogo, no dia 18, foi contra o Barcelona. O time catalão entrou em campo: com Velasco; Seguer e Segarra; Flotats (Maristany), Biosca e Bosch; Bassora, Kubala, César, Moreno e Garcia. O Corinthians com; Cabeção Homero e Olavo; Sula (Idário), Goiano e Julião (Roberto); Cláudio, Luizinho, Nardo (Vermelho), Carbono e Souzinha. Logo no inicio, o indiabrado Luizinho fez 1 a 0, resultado do primeiro tempo. No segundo, Moreno empatou aos dois minutos; Carbono pôs o Corinthians novamente em vantagem aos catorze; Luizinho fez 3 a 1 aos 33; e Kubala marcou o segundo do Barcelona aos quarenta. Final: Corinthians 3x2 Barcelona.

O terceiro jogo foi contra o selecionado de Caracas. O futebol venezuelano era "pirata": tinha jogadores do mundo inteiro, sem problemas de passe. E lá estavam brasileiros de destaque: o goleiro Luis Borracha, o ponteiro 109, o meia Paulinho. O jogo foi 21 de julho, e a seleção local formou com; Luis Borracha (Passalacgua); Greco e Nieto; Rizzo (Noia), Otero e Ecoave; 109 (Padrón), Mosquera, Miloc, Pulinho e Berni (Aguirre). O alvinegro manteve a mesma formação dos dois jogos anteriores, vencendo por 2 a 1. Cláudio e Carbono marcaram para o Corinthians, e Aguirre, para a seleção de Caracas.

O Corinthians já teria sido campeão ai, pois, em principio, se constituiria de apenas um turno. Entretanto, o regulamento foi mudado para que houvesse dois, e o Corinthians se viu obrigado a concordar.

O segundo turno teve escala de jogos diferente. O primeiro foi contra o Barcelona, em 26 de julho. O gol de Goiano, em levantamento de Cláudio, decretou a derrota do Barça: 1 a 0. Não havia mais como alcançar o Corinthians.

Em 31 de julho, o alvinegro enfrentou outra vez a seleção de Caracas: 2 a 0 para o Corinthians, com gols de Cláudio, um em cada tempo.

Embora o Corinthians já fosse campeão, a partida final, em 1° de agosto, contra o Roma prometia muito. Deu Corinthians: 3 a1, com gols de Cláudio e Luizinho (dois). Galle marcou para os Italianos.

Foi a primeira conquista internacional do Corinthians, que disputou o torneio, em turno e returno, contra dois grandes clubes europeus da época. Aliás, o Corinthians pleiteia com a FIFA o reconhecimento dessa conquista como titulo mundial.

Uma semana após a conquista em Caracas, o time estreou no campeonato paulista de 1953, vencendo o Linense por 4 a 2 no Pacaembu. Fez seis bons jogos, mas depois caiu de produção e foi se arrastando até o final do primeiro turno.

No intervalo entre o primeiro e o segundo turno, houve a disputa da Taça Prefeitura Municipal de São Paulo. O primeiro jogo, em 18 de Outubro, contra a Lusa no Pacaembu, foi 1 a 0 para o Corinthians, gol de Luizinho. No dia 25 de Outubro, 3 a 1 contra o tricolor , gols de Guerra ( dois) e Rafael. Assim, Corinthians campeão da taça.

No segundo turno do paulista, o time foi de mal a pior e terminou em terceiro lugar. O São Paulo, campeão, somou cinqüenta pontos ganhos; o Palmeiras, 43; e o Corinthians, apenas 38. Entretanto, embora não tivesse levado esse titulo (perdendo a chance do quarto tri), o Corinthians viveu em 1953 um ano de glórias.  

Por Ribamar Leite



Nome:
José de Ribamar Leite de Oliveira

Telefone
:
0xx-92-9994.7927

E-mail:

jose.ribamar@transjpn.com.br


O nosso objetivo com a criação desta coluna, é para mostrar para os mais jovens que ainda não conhecem a história do clube, e para quem tiver interesse de saber sobre a trajetoria do Timão que entre nesta pagina apartir de 30.01.2010 uma vez que esta coluna será semanal e quem tiver duvidas favor contactar comigo que se não tiver como esclarecer de imediato prometo pesquisar e não deixarei a pergunta sem resposta.