
Assistir jogos de clubes paulistas em Manaus, é um privilegio de quem paga TV por assinatura. As emissoras sempre trataram Manaus como se fosse um bairro carioca, pela TV aberta, só são transmitidos jogos de clubes do Rio de Janeiro.
Nos bares espalhados pela cidade, a lei é “assiste o jogo a torcida que estiver em maior numero”. Até então, não se tinha noticia de torcida do Corinthians em Manaus. No dia 11 de agosto de 2005, quatro torcedores encontraram mais cinco corintianos, que também estavam sem rumo, o grupo conseguiu ganhar a simpatia e a confiança de um dos restaurantes, e passaram a assistir fielmente a todos os jogos no mesmo lugar. Essa data é conhecida e comemorada como a data de criação da torcida!
A noticia correu rápido, e a cada jogo, o número de torcedores aumentava, foi quando no dia 30 de outubro do mesmo ano, um jornal popular local, fez uma matéria estampando a foto da nova torcida. No jogo seguinte, a torcida triplicou! No dia 6 de novembro de 2005, quebramos todos os nossos recordes, em um histórico 7 x 1 sobre o Santos. O lugar já era pequeno, tivemos a necessidade de colocar duas televisões do lado de fora do restaurante, pois o mesmo já não comportava mais tantos torcedores. Começava ali uma nova fase para os corintianos de Manaus. Tal esforço foi recompensado com o Título Brasileiro de 2005, na comemoração uma carreata quilométrica puxada por um trio elétrico.
Assistíamos aos jogos do timão embaixo de uma árvore, sempre torcendo pra São Pedro não deixar chover. Precisávamos acomodar melhor a nossa torcida! Propostas dos que nos desprezaram, não faltaram! Recusamos várias não por mágoa, e sim porque queríamos o melhor para a torcida. A melhor opção na época, foi um espaço cedido em um lava jato, onde nos instalamos e permanecemos por um ano e meio.
Mesmo com a fraca campanha do time nos anos seguintes, a torcida não parou de crescer, e mais uma vez sentimos a necessidade de mudar para um lugar ainda maior e de preferência fechado. E é onde a torcida está agora!
A Nossa história não tem fim...
Por Daniel Piotto